Estive pensando nos últimos dias a respeito da paz.
Para não escrever sem propriedade fiz algumas pesquisas em busca de aprimorar meu conhecimento a respeito dessa carência mundial.
A cada trezentos livros escritos sobre a paz, três pessoas lêem a obra pronta, contando o escritor e o diagramador, conclui-se que a cada obra publicada uma única pessoa busca essa leitura. Um fato a se considerar um desastre, ou não?
Acredito que boa parte das pessoas que não busca esse tipo de leitura querem na verdade gerar a paz de uma forma alternativa, meditando, rezando, realizando boas ações, sendo apenas uma boa pessoa.
Mas na verdade, o único meio de se gerar paz é estando em paz individualmente.
Pratiquei a meditação nos últimos dias e confesso que gerou um resultado admirável para minha alma, também rezei e tentei ser o mais amável possível com as pessoas dentro é claro, das minhas limitações humanas.
Mas qual, de fato, seria o melhor caminho para a paz?
Como atingi-la individual e coletivamente?
Como mover pessoas a pensar dessa forma?
Sentir emoção, amor, carinho e amizade por alguém, não indica que esteja tomando o caminho certo, uma vez que nós humanos estamos cada vez mais alienados com relação ao planeta terra.
Tive a oportunidade de passar por alguns lugares de maior contato com a natureza e lá parar e “meditar”, notando assim o quão as obras naturais são perfeitas e simetricamente distribuídas, uma completando e contemplando a outra em um ciclo sem fim, sem fim até que a gente toque nelas.
Precisamos entender que fazemos parte do ciclo, que precisamos cuidar deste para que ele cuide de nós.
É fácil notar as conseqüências das nossas atitudes através da história. Desde tempos antigos, muita coisa tem sido descoberta, inúmeras pirâmides espalhadas por todo o mundo de civilizações 10, 20, 30 e até 40 000 anos atrás, construções monumentais que foram devoradas pela natureza, perdidas em meio a imensidões de florestas (Templos Maias, Incas e Astecas), perdidas em mares de areia (Monumentos Egípcios) ou ainda consumidas por toneladas cúbicas de água salgada (Atlântida, e alguns reinos orientais recentemente descobertos), povos que “conquistaram o mundo”, em meio a batalhas canibais e sangrentas em busca apenas de território gerando medo, terror e morte por onde passaram, deixando marcadas as suas conquistas pelo que hoje chamamos de maravilhas históricas.
É preciso perder o medo da opressão e ao invés de odiar aqueles que oprimem, que impõe o medo, levantar-se diante deles e apenas pensar no amor, assim veremos que as paredes não são tão ruins e indestrutíveis assim.
Não quero de forma alguma passar uma imagem de superioridade, pois sou tão errante ou mais do que qualquer um que habita nosso planeta. Não quero também parecer mais um aspirante a revolucionário ou idealista, tão pouco enraizar sobre mim uma imagem que inexiste.
Apenas quero que essa mudança que proponho, comece por mim, e que todos possam “imaginar” como fez John Lennon, pessoas de mãos dadas unidas em um único ideal, destruir a destruição que geramos.
Esse, para mim, é o melhor caminho para a PAZ!
Danilo Paschoal
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