A Fé que Mata
Dias e mais dias os homens vem lutando e matando em nome da paz, em nome da fé. Nunca houve motivo melhor para avanços na tecnologia do que uma guerra, seja ela por bens naturais ou por religiões.
Gandhi passou a vida lutando por paz, pela boa vida entre as comunidades e quando chegou ao fim de sua batalha viu seu país sucumbir a divisões e conflitos religiosos. É comum ver em noticiários a matança em nome de Deuses e de fé, assim, é possível concluir que a fé cega mata mais que armas de fogo e doenças em função da miséria.
Atentados são feitos contra irmãos da mesma nação que por algum motivo acreditam que o semelhante é uma espécie de demônio ameaçador, ou ainda pregam a violência em nome da paz.
Ainda nesse tema, é possível notar que os pregadores aproveitam-se de carências populares e instruem pessoas a tal maneira que elas venham a cegar-se diante da realidade dos fatos, tornando-se canibais que matam em nome de um Deus que eles sequer sabem a doutrina.
Vimos líderes ao passar do tempo morrer em por ideais que foram interrompidos em nome de uma fé cega, Malcolm X, Gandhi, Dr. King entre outros são bons exemplos de pessoas que passaram a vida pregando a paz e morreram nas mãos de psicopatas que mataram em “nome da fé”. Atentados como os que são divulgados com frequência em Israel e Afeganistão mostram com clareza a cegueira da fé das pessoas, isso para não falar da frequente guerra civil religiosa que a África enfrente onde semelhantes se matam apenas por não seguir a mesma doutrina religiosa.
É preciso que os pregadores que tem o poder de oratória, avaliem seus critérios políticos e de vida para que preguem somente a fé e que essa fé seja algo que realmente transforme o mundo e não uma fé que prega a destruição em nome de dinheiro e território.
Danilo Paschoal
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