sábado, 2 de março de 2013

Desidiu

De tantas noites em tempestade e chuva fria,
Raios trovões e nevoeiro,
Bastardo condenado a carne por um pecado original
Abandonado a beira de um lago, com sede de amor e vontade de viver.
Viver a carne e a emoção,
O sexo o amor e o tesão.
Mas então em meus olhos brilha uma nobre rainha,
Cheia de charme e intimida ao olhar,
Eu, um negro escravo de desejos e pecados
Hipnotizado com a realeza da mulher que com um olhar me fez presa
Poder, mistério e tentação,
Alma, verdade e ilusão
De joelhos aos pés do poder
Do desejo ao tédio eu quero apenas possuir
Olho no olho, do nobre ao vagabundo
Em desejo sucumbir
E agora sem chuva, como é que faz?
Os trovões de meu corpo não ecoam mais,
Meus olhos se abrem é manhã, o sonho acabou
Do desejo ao amor o sonho simplesmente acordou!

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