De tantas
noites em tempestade e chuva fria,
Raios trovões
e nevoeiro,
Bastardo condenado
a carne por um pecado original
Abandonado
a beira de um lago, com sede de amor e vontade de viver.
Viver a
carne e a emoção,
O sexo o
amor e o tesão.
Mas então
em meus olhos brilha uma nobre rainha,
Cheia de
charme e intimida ao olhar,
Eu, um
negro escravo de desejos e pecados
Hipnotizado
com a realeza da mulher que com um olhar me fez presa
Poder,
mistério e tentação,
Alma,
verdade e ilusão
De joelhos
aos pés do poder
Do desejo
ao tédio eu quero apenas possuir
Olho no
olho, do nobre ao vagabundo
Em desejo
sucumbir
E agora
sem chuva, como é que faz?
Os trovões
de meu corpo não ecoam mais,
Meus olhos
se abrem é manhã, o sonho acabou
Do desejo
ao amor o sonho simplesmente acordou!
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