terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Um Bolero Qualquer


Um copo de vinho em uma noite quente o pensamento flutua.
De longe surgem as lembranças de menino, dos tempos de rei.
As várias amigas, as danças, os amigos e as risadas.
A cada gole dado no vinho uma gota de lembrança que fica longe.
O calor me faz suar, queima minha pele e em fogo, lembro de uma menina e de tantas danças que dancei.
O vinho ajuda a arder em fogo meu coração.
E apenas mais um bolero no palco de madeira, era bom viver a vida sem responsabilidade.
E a menina me acompanhava, ela era silenciosa, tímida e tinha olhos castanhos.
Eu era alto, bruto, independente e tinha medo de me envolver.
A cada bolero, mais um gole no vinho e a cada gota de vinho o desejo aumentava.
O duro é que hoje lembro de todos os boleros, dos romances que a música me dava e de tudo o que poderia ter feito com aquela menina.
Bons os tempos em que a vida era mais vivida, pois hoje a menina virou mulher.
Minha falta de coragem fez com que o bolero e o blues me seguissem por todos os momentos em lembranças tristes.
Mas todas as vezes que vejo a imagem da pequena menina que hoje virou a grande mulher.
Nada mais posso fazer além de dançar mais um bolero qualquer.

Um comentário:

  1. Sempre,sempre escrevendo muito bem!!!
    Realmente a vida era mais facil quando a unica preocupação era dançar a tarde toda, ir na feirinha da pompéia...e as provas... e pensar que eu fui injusta com a vida e reclamei...haha
    Beijos meu qrido

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